quarta-feira, 30 de junho de 2010

Google deve sofrer mais pressões na China

O Google pode enfrentar novas pressões sobre seus demais produtos na China, enquanto Pequim decide se renova ou não a licença de operação do serviço de buscas da empresa no maior mercado mundial de Internet.

Em um esforço por manter sua licença na China, o Google anunciou na quarta-feira que deixaria de redirecionar seus usuários no país automaticamente ao seu site não censurado em Hong Kong, em prazo de no máximo 48 horas.

Pequim vem mantendo o silêncio e não revelou se essa solução de compromisso bastará para que permita a presença continuada do Google no lucrativo mercado chinês -o maior do mundo, com cerca de 400 milhões de usuários-, onde a Baidu, uma empresa local, é líder.

"Caso percam sua licença, a tendência estará se movendo em direção desfavorável ao Google e parece provável que também tenham problemas para manter suas demais licenças no país," disse T. R. Harrington, presidente-executivo da Darwin Marketing, uma consultoria sobre pesquisa online.

O Google anunciou inesperadamente em janeiro que poderia deixar o mercado chinês devido a preocupações quanto à censura e depois de sofrer um ataque de hackers que, segundo a empresa, se originou da China.

Agora, o Google também enfrenta o obstáculo de necessitar de uma licença para o seu popular produto Google Maps na China.

A China recentemente impôs novos requerimentos a empresas que desejem fornecer serviços cartográficos online, e anunciou uma lista preliminar de companhias que estariam autorizadas a receber licença para isso.

O Google e seu popular Google Maps não constavam da lista, ainda que uma fonte familiarizada com a situação tenha informado que o pequeno número de empresas aprovadas não representava uma decisão final.

O Google informou que estava examinando o impacto das novas regulamentações sobre seus produtos.

Um total de 23 companhias chinesas, entre as quais a Baidu, receberam aprovação preliminar para operar serviços cartográficos online, de acordo com documento postado no site do Serviço Estatal de Cartografia e Agrimensura chinês.

Agenda virtual traz nuvens de tags

O RedNotebook é uma agenda virtual. O software organiza compromissos e anotações por dias. Em cada um, o usuário pode adicionar texto corrido, com a possibilidade de inserir imagens, links, listas entre outros.

Além dos textos, o software oferece um campo para inserção de tarefas rápidas, que ficam sempre agrupadas por subtópicos, definidos pelo usuário. Neste campo, a possibilidade de textos são poucas, sem muita opções de edição e pouco espaço disponível, o objetivo é que sejam lembretes simples.

O RedNotebook é muito simples de ser usado. Mas para pessoas com a agenda muito cheia e necessidade de divisão por horários, o software pode não agradar muito, já que não oferece os horários na agenda. Um ponto visual bem interessante do programa, é a nuvem de tags que ele exibe, a partir das palavras escritas, categorias de texto ou das próprias tags das tarefas, a agenda fica diferente e permite ao usuário que saiba quais são os assuntos com que ele costuma se ocupar.

Carro voador é aprovado nos EUA

Um carro que se transforma em avião pode parecer o sonho de quem enfrenta longos engarrafamentos – mas o projeto já é uma realidade nos Estados Unidos.

O Transition faz 185 km/h no ar, é movido à gasolina e possui asas dobráveis ativadas por um sistema controlado de dentro do cockpit.

Em menos de 30 segundos, as asas são colocadas verticalmente na lateral do carro enquanto o motor é direcionado para as rodas.

Segundo informações da BBC, a Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos aprovou a produção do veículo na categoria aeronave esportiva leve.

A empresa responsável por ele, Terrafugia, esclarece que o Transition é classificado como uma aeronave que roda em estradas, e não como um carro voador. A especificação se deve justamente à licença necessária: é preciso ser um piloto registrado dentro da categoria para dirigi-lo, e não somente possuir carta de motorista.

Especificações

O objetivo da fabricante não é substituir os carros, mas sim dar a opção de viagem às pessoas que desejarem (e souberem) pilotar uma aeronave.

Projetado por engenheiros do MIT, o Transition transporta duas pessoas e possui um tanque com capacidade para 75 litros sendo que consome, em média, 18 litros por hora de vôo.

O custo será de US$194 mil para os primeiros a fazerem a encomenda – e é necessário depositar US$10 mil antecipados na hora do pedido. Os primeiro clientes devem receber seus veículos no segundo semestre de 2011. Segundo a Terrafugia, até agora, mais de 70 unidades foram encomendadas.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Elevation Partners compra ações do Facebook

A empresa de investimentos Elevation Partners comprou 120 milhões de dólares em ações do Facebook de acionistas privados, o que dá um valor de 23 bilhões de dólares para toda a companhia, afirmou uma fonte próxima do assunto.

A compra de ações representa a segunda rodada de investimentos no Facebook da Elevation por meio do mercado secundário, dando à empresa uma participação de 1,5 por cento no maior site de relacionamento do mundo.

Com quase 500 milhões de usuários, o Facebook é classificado como um dos sites mais populares da Web, ao lado de gigantes da Internet como o Google e Yahoo, com o mercado seguindo de perto seus passos na espera de uma oferta pública inicial de ações (IPO).

O Facebook gerou entre 700 milhões e 800 milhões de dólares em receitas em 2009, segundo afirmaram à Reuters duas fontes próximas do assunto no início deste mês.

Em abril, o Facebook proibiu seus empregados de venderem ações da empresa a investidores externos, exceto durante os períodos especificados. O Facebook não está atualmente em um período durante o qual os funcionários estão autorizados a venderem ações, disse uma outra fonte à Reuters.

A Elevation Partners, que tem entre seus sócios o vocalista do U2 Bono Vox, e o Facebook preferiram não comentar a notícia.

Entre as empresas com fatia no Facebook incluem-se a Digital Sky Technologies, Microsoft, o magnata de Hong Kong Li Ka-shing e as empresas de capital de risco Accel Partners, Greylock Partners e Meritech Capital Partners.

Anúncio do Extra vira piada no Twitter

O jornal Folha de S.Paulo de hoje traz um anúncio da rede de supermercados Extra agradecendo a campanha do Brasil na Copa após sua eliminação.

O anúncio publicado na base da página D11 do caderno especial da Copa traz a seguinte mensagem. “A I qembu le sizwe sai do Mundial. Não do coração da gente”. E explica depois que “I qembu le sizwe” significa seleção em idioma zulu. O anúncio encerra com “Valeu, Brasil. Nos vemos em 2014”.

A gafe motivou piadas no Twitter.

“Gafe do Extra na Folha de S. Paulo. Mandaram a Seleção pra casa antes da hora”, disse um usuário.

"Extra ‘elimina’ o Brasil em anúncio da Folha. Era pra veicular se perdesse. Saiu assim mesmo”, disse outra.

“Extra, o patrocinador oficial que mais acredita na seleção brasileira!”, sentenciou um terceiro.

De acordo com o grupo Pão de Açúcar, o erro foi da Folha de S. Paulo. Conforme a assessoria da rede de varejo, o jornal reconheceu a gafe e vai publicar uma retratação na edição de amanhã.

A mesma edição traz ainda um outro anúncio da rádio Transamérica que convida para o jogo de ontem entre Brasil e Chile.

Realismo, imersão e mais emoção cativam consumidores do 3D

Realismo, imersão e mais emoção são as razões apontadas para justificar o crescente interesse do público nas produções 3D, de acordo com um estudo conduzido pela PricewaterhouseCoopers no ano passado.

A pesquisa sobre entretenimento 3D ouviu mais de 90 envolvidos com a tecnologia em diversos setores, como estúdios de cinema, distribuidores de filmes, empresas de games e produção de televisão, além de fornecedores de equipamentos técnicos. O estudo listou alguns fatores que vão contribuir para o crescimento do mercado de 3D, embora ainda seja incerto o futuro da tecnologia em alguns formatos, como a televisão.

A melhor qualidade de imagem e a adoção de 3D digital, que torna mais fácil a adaptação de salas de cinema à tecnologia, é o primeiro fator apontado para impulsionar a tecnologia. Além disso, espectadores dos Estados Unidos e Europa se mostraram dispostos a pagar mais para assistir a produções em 3D. No Brasil, os principais exibidores têm cobrado um valor adicional entre R$ 5 e R$ 8.

O upgrade para high definition também removeu muitos obstáculos técnicos para produções em 3D. Outro fator, é que está crescendo o uso de recursos computadorizados que permitem a conversão de produções em 3D com custos extras limitados.

"Cada vez mais, a tecnologia 3D é aprimorada e o público se interessa por este tipo de filme. A oferta de filmes 3D também aumentou. Ano passado tínhamos um filme por mês, este ano já tivemos dois filmes com esta tecnologia em cartaz ao mesmo tempo", diz Bettina, da Rede Cinemark.

O conceito de imagens em três dimensões tem quase um século, mas se tornou mais popular na década de 1950. Trinta anos mais tarde, houve um novo boom, liderado pelo Imax. Nos últimos anos houve um renascimento da tecnologia, com o surgimento de animações em 3D.

"É uma onda que parece mais duradoura que as anteriores. A situação é bem diferente do passado, as experiências antes não estavam conectadas com a produção. O 3D conquistou espectadores e a produção", diz Oliveira.

O Imax começou a funcionar em São Paulo em 15 de janeiro de 2009 e só tem o que comemorar. Uma conjunção de fatores, como tela gigante, disposição dos assentos e som especial, permite uma imersão ainda maior nos filmes 3D. "O primeiro ano foi um sucesso e no segundo ano cresceu mais 40%", diz Oliveira. O investimento para abrir o Imax no Shopping Bourbon Pompeia foi de R$ 6 milhões.

O conjunto de aparelhos e softwares para adaptar salas pequenas de cinemas comuns à exibição de 3D custa de US$ 115 mil a US$ 130 mil, mais impostos e frete. Para receber um filme 3D, uma sala do tipo Dolby pode ficar com a mesma tela, precisa dar um upgrade no som e trocar projetor. O custo inclui ainda a aquisição dos óculos e a máquina de higienização. "É um reinvestimento numa sala, mas é um custo que compensa. Até porque o preço do ingresso 3D é maior", diz Oliveira. "Já tivemos sala com 100% de ocupação no mês, o que é raro num cinema."

O estudo da PricewaterhouseCoopers identifica algumas áreas onde o 3D pode se tornar popular mais rapidamente. Jovens que gostam de games de corrida de carros e lutas e os que vão ao cinema ver filmes de terror, animação e shows são os que mais devem se interessar por opções em 3D. Há ainda consumidores dispostos a pagar para assistir pela televisão jogos ao vivo e shows em 3D, além de pessoas que querem repetir em casa a experiência com filmes vistos no cinema.

A previsão é de que o entretenimento em 3D deva ter um crescimento liderado pelos filmes em 2011. A adoção em massa de tevês 3D não é esperada antes de 2012. A procura por equipamentos domésticos vai depender da oferta de conteúdo em 3D, em vídeos ou programação especial na TV.

As experiências para oferecer 3D na televisão também já começaram. A Sony em parceria com a Fifa está captando em 3D imagens de 25 partidas da Copa do Mundo, utilizando câmeras profissionais da marca.

Outra ação foi a captação e geração do sinal em 3D do Carnaval 2010, dentro do sambódromo do Rio de Janeiro, em conjunto com a TV Globo. Com a Rede Bandeirantes, a empresa fez a captação das imagens da Fórmula Indy, a primeira corrida em 3D no mundo.

Fora do Brasil, a empresa já firmou parceria com o canal esportivo ESPN para transmissão de jogos em 3D e com o Discovery Channel para criação de documentários. As imagens que hoje saltam das telas dos cinemas podem estar em breve na sala de estar.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Sony está perto de acordo com Hulu para PlayStation

A Sony está prestes a firmar um acordo com o site de vídeos Hulu para transmitir o serviço de TV paga no PlayStation, informou a Bloomberg na quinta-feira (24), citando fontes próximas à negociação.

A parceria pode ser anunciada no início da próxima semana, de acordo com a agência.

Usuários do PlayStation 3 que se registrarem no serviço on-line do console poderão assinar o serviço da Hulu para ter acesso a programas de televisão sob demanda.

Sony e Hulu não estavam imediatamente disponíveis para comentar o assunto.

O Hulu planeja começar a oferecer serviços pagos, e está buscando expandir seu conteúdo a clientes do Xbox e iPad, enquanto os proprietários do site buscam experimentar plataformas além do modelo de TV suportado por anúncios.