quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

AOL e NYT apostam em colaboração

Duas empresas norte-americanas de jornalismo anunciaram iniciativas para experimentar outras formas de fazer notícia.

A AOL adotou um software que varre o conteúdo que está sendo gerado na web e aponta quais são os assuntos mais "quentes" daquele momento.

Depois do conteúdo gerado, o software oferece informações sobre o interesse daquele tópico dentro da AOL, combinando seus dados próprios com outros vindos de fontes como o Google e o Facebook.

A iniciativa faz parte do que o vice-presidente sênior da empresa, Marty Moe, chama de "redação do futuro".

Mas não é a primeira ação em direção a um conteúdo mais colaborativo. Há cerca de um ano, a empresa começou a trabalhar um esquema de conteúdo por demanda.

Ela posta no site um tema e o tamanho que o texto deve ter para que jornalistas free-lancers escrevam. Os textos de maior qualidade e com mais informações relevantes são publicados.

O New York Times também está apostando em formas mais abrangentes de gerar conteúdo. O jornal anunciou uma parceria com a New York University para criar um site de notícias para cobrir alguns bairros da cidade. Um ex-editor do NYT será o editor do site, que vai estimular também contribuições da comunidade.

"Queremos continuar expandindo nossa rede de colaboradores na área de Nova York e pelo país, pela associação de indivíduos, empresas e instituições que compartilhem de nossos valores", afirma o editor de iniciativas digitais do NYT Jim Schachter.

Seu nome, palavras comuns e alfabetos incomuns no site de idiomas Lexiquetos

O Lexiquetos é uma ferramenta bem simples para conhecer idiomas. Gratuito e todo em espanhol, o site tem seu destaque na escolha das línguas: são sistemas não muito comuns, desconhecidos ou quase extintos do planeta.

O site tem três seções, todas acessíveis na sua única página — que não tem nada de mais. Nomes em outros sistemas, vocabulário básico, e aprenda outros sistemas de escritura. Na primeira parte, pode-se ver como se escreve João em hindi ou em hieróglifos egípcios, por exemplo. A segunda parte vem com palavras mais usadas no latim, coreano, náhuatl, etc. A última seção funciona como um jogo em que o usuário deve acertar o nome de cada letra de alfabetos como o cirílico ou o hebreu.

Intel diz que sofreu ataque cracker

A Intel anunciou hoje que sofreu um "sofisticado" ataque hacker em janeiro. O ataque teria ocorrido na mesma época das recentes invasões de sistemas operados pelo Google atribuídas a chineses.

O ataque foi apenas um dos que a maior fabricante de chips do mundo diz serem muitos ataques regularmente direcionados contra seus sistemas.

O anúncio foi feito em comunicado anual da empresa ao órgão regulador de valores mobiliários dos Estados Unidos.
A Intel não informou quem estaria por trás dos ataques, nem onde teriam sido originados, nem se dados foram levados e quais seriam.

Verme se aproveita do Firefox e do Chrome

A Panda Security informou que uma nova ameaça está circulando nas redes de compartilhamento de arquivos P2P, um verme capaz de infectar o Chrome e o Firefox.

Segundo o PandaLabs, o laboratório da empresa de segurança, o verme Spybot.AKB se aloja nas pastas de arquivos compartilhados, fazendo várias cópias de si mesmo com nomes diferentes.

Ele é também é capaz de se espalhar por e-mail, enviando mensagens com convites falsos para entrar no microblog Twitter.

“Se você acessar o link, e uma grande porcentagem dos usuários deve fazer isso, ele vai tentar instalar uma extensão nos navegadores Firefox e Google Chrome”, informa a empresa.

O suposto plug-in aparece como um sistema de segurança. No caso do navegador da Mozilla, o nome do programa é Firefox Security 2.0. Caso entre em operação, ele vai redirecionar buscas do usuário para páginas com conteúdo malicioso.

Por exemplo, se o usuário fizer uma busca por “vírus” ou “antivírus”, ele vai abrir páginas de pesquisa contaminadas com malware.

O Spybot é capaz de se incluir automaticamente na lista de exceções do Firewall do Windows e desabilitar o serviço de avisos de erros, deixando o computador ainda mais vulnerável. Outro detalhe importante é que ele pode desativar o serviço de Controle de Acesso de Usuários dos Windows 7 e Vista.

Segundo a Panda, o melhor jeito de evitar a infecção é manter o seu antivírus atualizado e verificar as pastas onde ficam os arquivos compartilhados por redes P2P para ver se não existe alguma anomalia.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Crédito poderia dobrar base de pós pagos

Um estudo do serviço de proteção ao crédito Serasa afirma que mudanças em regras de crediário poderiam duplicar o mercado de celulares pós-pagos no país.

Atualmente, cerca de 80% dos brasileiros que possuem celular têm contratos pré-pagos e menos de 20% têm contratos do tipo pós-pago, mais lucrativo para as operadoras e com tarifas por minuto mais baixas para o usuário.

De acordo com o Serasa, boa parte dos brasileiros das classes C e D gostariam de ter um celular pré-pago, mas encontram dificuldades para comprovar sua renda e obter crédito das operadoras. O Serasa sugere o método de “crédito positivo”.

Atualmente, o método mais comum é checar de o usuário tem registros em aberto (inadimplência) no Serasa e checar seu comprovante de renda. O problema é que muitos trabalhadores não atuam na economia formal e não têm como comprovar a renda.

No crédito positivo, o credor pode consultar um banco de dados com os registros das dívidas que o usuário fez na vida e os pagamentos em dia que manteve.

Segundo o Serasa, este método permitiria demonstrar que milhões de brasileiros têm condições de assumir uma conta de celular, o que em até dois anos elevaria de 20% para 36,5% o percentual de celulares sob contrato pós-pago, impulsionando o uso das redes móveis, o faturamento das teles e gerando tarifas por minuto mais baixas para o consumidor.

Nas economias mais ricas do mundo, o percentual de pós-pagos é de 40% dos celulares ativos, diz o Serasa.

Em MS, Lula afirma que governo vai usar Telebrás para banda larga no país

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (19), em visita a Três Lagoas (MS), que o governo vai recuperar a Telebrás.

Questionado por jornalistas sobre a expressiva valorização das ações da Telebrás na bolsa nos últimos anos, Lula disse que "as ações de todas as empresas cresceram" durante seu governo.

"Que ela [Telebrás] vai crescer, vai, porque nós vamos recuperar a Telebrás. Nós vamos utilizar ela para fazer banda larga neste país", disse o presidente, sem dar mais detalhes.

O governo está trabalhando num Plano Nacional de Banda Larga, com objetivo de universalizar o acesso rápido à internet no país.

As ações da Telebrás têm exibido forte valorização na Bovespa diante da expectativa de que a empresa será o braço estatal na iniciativa.

Às 14h45, as ações preferenciais da Telebrás subiam 4,17%, para R$ 2,25.

Visa terá pagamento por celular em abril

A operadora de cartões de crédito Visa anunciou uma parceria com a empresa Device Fidelity para liberar, no Brasil, pagamentos por celular a partir de abril.

Segundo a operadora, um acordo entre as duas companhias permitirá aos clientes Visa com celulares que aceitam cartões microSD efetuar pagamentos por celular em estabelecimentos credenciados.

O chip microSD conterá informações que, mediante senha digitada pelo usuário em seu celular, vai liberar o pagamento de compras em estabelecimentos como farmácias, supermercados, lojas de roupas, etc.

O pagamento é primeiro solicitado pelo lojista que envia “a conta” para o número de celular do usuário, que deve aceitá-la e processá-la digitando uma senha pessoal.

A previsão da Visa é liberar este tipo de pagamento a partir de abril em várias cidades do Brasil. Como a Visa já possui grande quantidade de terminais instalados em pontos comerciais no Brasil, a adesão dos comerciantes deve ocorrer rapidamente.