sábado, 30 de janeiro de 2010

China intensifica defesa dos controles sobre a internet

A China ampliou na segunda-feira (25) seu ataque às críticas dos Estados Unidos contra a censura da internet, intensificando uma disputa que colocou o Google no meio de uma desavença política entre as duas potências globais.

A China reforçou sua defesa das restrições à internet, quase duas semanas depois de o Google, provedor do maior mecanismo de buscas do mundo, ter dito que queria o fim da censura a seu site chinês Google.cn e que estava alarmado com ataques de piratas virtuais dentro do país.

As queixas do Google encontraram respaldo na Casa Branca, mas a China rebateu acusando Washington de "mentiras" e usar a internet para apoiar a subversão no Irã.

A disputa vem reforçando os atritos entre Pequim e Washington, que já se desentendem em relação ao comércio, às vendas norte-americanas de armas para o Taiwan e aos direitos humanos.

A intensidade crescente da disputa em torno da internet pode reduzir a margem de que os dois lados dispõem para recuarem sem alarde enquanto procuram cooperar sobre questões financeiras e diplomáticas mais amplas.

"Quanto mais este caso assumir importância política de alto nível maior para o governo chinês, maior é a probabilidade de o governo se ater à sua posição", comentou David Wolf, presidente da empresa Wolf Group Asia, sediada em Pequim, que assessora investidores nos setores de mídia e de telecomunicações na China.

"O governo chinês não pode permitir que seja visto como estando recuado sobre uma questão tão fundamental", disse Wolf.

Hillary

Na semana passada, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, exortou a China e outros governos autoritários a acabaram com a censura à internet. Sua declaração suscitou uma repreensão aguda de Pequim.

Depois de o Google fazer suas primeiras críticas, Pequim se calou. Agora, autoridades chinesas resolveram contra-atacar Washington novamente.

Na crítica mais recente, um porta-voz do Escritório de Informações do Conselho de Estado chinês disse que a China "proíbe o uso da internet para subverter o poder do Estado e destruir a unidade nacional, para incitar ódios e divisões étnicas, para promover seitas e para distribuir conteúdos pornográficos, obscenos, violentos ou terroristas".

As declarações da pessoa, cujo nome não foi citado, foram divulgadas no site do governo central chinês (www.gov.cn).

"A China tem ampla base legal para punir tais conteúdos nocivos, e não há lugar para dúvidas quanto a isso. Isto é completamente diferente da chamada restrição à liberdade na internet", disse o porta-voz.

As declarações do governo chinês foram acompanhadas por declarações no jornal oficial, tendo Washington como alvo.

iPad estreia em todo o mundo em março

A venda dos modelos sem suporte a redes 3G do iPad começa nos Estados Unidos e em um grupo de países selecionados no final de março. Entre estes países, devem estar o Canadá e os membros da União Europeia.

É provável, no entanto, que a estreia dos modelos sem 3G no Brasil aconteça em pouco tempo, já que não há interesse da Apple em retardar a venda de seu novo gadget no mundo.

Mais complicado, no entanto, será a estreia do modelo mais sofisticado do iPad, que suporta redes 3G. Neste caso, as vendas nos Estados Unidos e em um grupo de países selecionados começam em abril. Consumidores no Brasil podem ser obrigados a esperar alguns meses até encontrarem o iPad 3G nas lojas.

De acordo com a Apple, as vendas do dispositivo 3G envolvem uma burocracia maior com homologação e, ainda, possíveis negociações com operadoras. Nos Estados Unidos, um acordo com a AT&T – mesma parceira da estreia do iPhone – foi anunciado.

O cenário mais provável é que negociações com as teles brasileiras atrasem um pouco a venda do produto no Brasil em relação aos Estados Unidos e outros mercados considerados ´prioritários´.

Críticas

Após o encantamento causado pelo keynote de Steve Jobs ao apresentar o iPad como um produto ´mágico´ e ´revolucionário´, uma série de críticas apareceram na internet. A principal delas é a ausência de uma porta USB ou leitor de cartões SD.

Para transferir dados para o iPad, é preciso conectar um cabo como aqueles utilizados em iPhone e iPods – numa ponta, porta de 30 pinos e, em outra, USB 2.0. Um cabo adaptador permitirá conectar diretamente cartões de memória ou a própria câmera digital ao iPad para a transferência exclusiva de fotografias.

Outra crítica é que – ao contrário de um computador –o iPad não é multitarefa, ou seja, o usuário deve executar uma aplicação de cada vez.

“CP é São Paulo Nerd Week”, diz Tas, nerd assumido

Para não ficar só no discurso da inclusão digital, a Campus Party reuniu em seu palco três minorias étnicas: quilombola, indígena e a dos “carecas de óculos heterossexuais”, como se definiu Marcelo Tas, que dispensa apresentações. “Estou muito feliz por estar na São Paulo Nerd Week”, brincou Tas, para logo revelar que dos nerds não é o menor.

Muito à vontade no palco da Campus Party, Tas discutiu o poder transformador da internet. E não só para pessoas como ele, mas também para o líder tecnológico quilombola TC e o índio Anápuáka Tupinambá, que até hoje esteve presente em todas as edições da Campus Party Brasil.

O discurso de Tas denunciou que ele carrega mesmo um traço do professor Tibúrcio: o apresentador é um verdadeiro nerd, tanto que prestou homenagem a outros dois. Tas pediu a todos que lembrassem de Arthur Clarke, que previu e participou da invenção dos satélites, e de Alex Reeves, cientista apelidado por ele de inventor da pirataria. Anápuáka e TC, nem um pouco atrás em modernidade, falaram sobre sua “primeira vez” com a web e como usam a tecnologia para ajudar suas comunidades.

“Fui para o Rio de Janeiro estudar, e lá ganhei meu primeiro computador, um Pentium 100″, contou Anápuáka. Não muito tempo depois, ele estava recebendo 1 000 e-mails por dia, dos quais 70% continham informação sobre outras comunidades indígenas da América Latina. Hoje ele é membro da Web Brasil Indígena, rede cujo objetivo é disseminar a cultura indígena para outros povos.

TC faz da internet um uso bastante parecido: participa da Rede Mocambos para agregar informações, organizar encontros, projetos, e preservar a cultura do seu povo. Já seu caminho até a tecnologia foi diferente: conheceu a internet por meio da música, muito presente no cotidiano quilombola.

Quanto a Tas, como de costume, contou um história engraçada. Há 22 anos, quando foi fazer um intercâmbio nos Estados Unidos, teve contato com a rede, e voltou contando a experiência todo empolgado para seus amigos. “Mas o chefe do meu amigo falou que essa história de teia que conecta o mundo era coisa de maconheiro”.

Depois de falarem um pouco de si, todos elogiaram o poder de conexão que a internet proporciona, e no final do debate já estavam bastante íntimos e conectados: Tas já estava até chamando o índio de “Aná”.

No tempo que restou, ainda elogiaram a Campus Party: ”Ela é um evento maravilhoso porque materializa milhões de conexões virtuais em um lugar onde as pessoas são obrigadas a enfrentar problemas de convivência”, disse Tas. Os campuseiros que o digam: uns buzinam na orelha dos outros e gritam de madrugada, outros não tomam banho, e todos enfrentam longas filas.

Ataque a sites do governo dos EUA é atribuído a piratas virtuais brasileiros

O ataque aos 49 sites de deputados da Casa dos Representantes dos Estados Unidos, ocorrido na quinta-feira (28), foi feito por piratas virtuais brasileiros.

De acordo com o site ReadWriteWeb, a mensagem dizia "F* OBAMA!! Red Eye CREW!!!!! O RESTO E HACKER!!! by m4V3RiCk; HADES; T4ph0d4 -- FROM BRASIL".

Pirata virtual invade 49 sites de deputados dos EUA e insulta Obama
China, EUA e Rússia estão em corrida armamentista na internet
Cresce o medo sobre ataques virtuais a empresas

Ainda segundo o site, os piratas virtuais são responsáveis pelo ataque a 450 páginas do governo brasileiro em agosto --entretanto, o ReadWriteWeb não identificou a fonte desta informação.

Segundo Jeff Ventura, porta voz do escritório administrativo da Casa, os sites eram administrados por um fornecedor privado, a GovTrends. Ainda segundo ele, 18 sites administrados pela empresa haviam sido invadidos em agosto.

A maioria dos sites é totalmente administrada por técnicos da Casa dos Representantes, mas escritórios individuais são autorizados para contratar terceirizados para atualizações e novas ferramentas.

A GovTrend não se manifestou sobre o assunto.

Crystal, o smartphone fantasma da LG

Para aqueles que prezam um design mais descolado e não abrem mão de uma configuração respeitável num celular, o LG Crystal GD900 conta com o primeiro teclado translúcido, feito em vidro temperado. O aparelho manda bem nas conexões, com Wi-Fi, 3G e cara de smartphone. Porém, por 1 549 reais num plano de 100 minutos da Vivo, não seria demais cobrar um GPS e uma câmera mais decente. Além disso, é bom notar que não se trata de um verdadeiro smartphone, já que o sistema operacional proprietário da LG não conta com um grande acervo de aplicativos.

Fechado, o Crystal lembra o LG Arena. Porém, ao deslizar o teclado para a posição de digitação, a grande novidade do aparelho dá as caras. O teclado transparente dá a sensação de ser feito com o mesmo material do avião invisível da Mulher Maravilha. Deixando a fantasia de lado, além da beleza da translucidez com iluminação azul, ele funciona como uma tela sensível ao toque secundária, com reconhecimento de gestos e escrita, além de ótima resposta aos comandos.

O curioso é que a tela principal do smartphone também é sensível ao toque. Além de ter 3 polegadas, ela é capacitiva e tem boa resposta e aceita múltiplos toques simultâneos. Porém, o teclado físico não é dispensável, já que a resposta do teclado virtual não é a ideal. O problema é que, na hora de utilizar as duas superfícies sensíveis ao toque é fácil ficar confuso. Cada gesto muda a interface ou abre um novo widget ou campo de mensagem.

O pacote de conexões segue quase o padrão de um bom smartphone atual, mas peca em um detalhe. Apesar das ótimas presenças das conexões 3G, Wi-Fi no padrão b/g, Bluetooth e rádio FM, a ausência de um GPS integrado é muito sentida. Um dos pontos positivos do hardware do aparelho é seu espaço interno de 1,5 GB, expansível para até 32 GB por meio de um cartão microSD.

Acabamento de primeira



Não é só por fora que o Crystal lembra o outro smartphone da marca, o Arena. Por dentro, o sistema operacional S-Class Touch aparece mais uma vez, com sua interface de cubo e quatro telas principais: contatos, atalhos, multimídia e widgets. Esta última continua contando apenas com aplicativos básicos, como calendário, horário mundial e previsão do tempo.

Mesmo não sendo tão rica em recursos, a interface não seria motivo de reclamações se não fosse sua constante lentidão. Ações que deveriam ser comuns, como abrir widgets e movimentar a tela com o acelerômetro, engasgam em certos momentos, causando incômodo se você estiver realmente com pressa. Já o browser trabalha muito bem em parceria com a tela multitoque e o teclado transparente funcionando como mouse, mas não conta com suporte a Flash.

Por fora, como era de se esperar, o design do aparelho não decepciona. A construção toda em plástico pode causar certa dúvida. Mas, ao segurá-lo, é fácil sacar que ele tem ótimo acabamento. O teclado deslizante é firme e não tem cara de que dará dor de cabeça ao usuário. E, obviamente, o vidro temperado transparente dá um ar futurista ao Crystal.

Muitos megapixels, pouca qualidade



A maior decepção do LG Crystal é sem dúvida sua câmera embutida. Ao ler as especificações do aparelho, é fácil se empolgar com o sensor de 8 megapixels com flash de LED. Mas, na hora de sair por aí clicando, as fotos apresentam ruído excessivo. Quando o flash é necessário, a qualidade cai ainda mais. Para efeito de comparação, o Samsung Pixon e o LG Renoir têm o mesmo número de megapixels, mas produzem fotos com qualidade muito superior.

O player multimídia agrada pela facilidade de uso. O áudio do aparelho tem ótima resposta tanto para ouvir música quanto para ligações, com som límpido e claro. Na hora de rodar vídeos, o único detalhe chato é que o celular aceita apenas arquivos DviX e XviD convertidos por um software específico da LG, que acompanha o aparelho num CD.

O Crystal exibe documentos do pacote Office, da Microsoft, na versão 2003 e anteriores, além de mostrar arquivos no formato PDF. Nos testes de bateria do INFOLAB, o modelo aguentou 406 minutos em ligação, valor mediano para a categoria de smartphones.

Duração da bateria (em minutos)
Barras maiores indicam melhor desempenho

Guerra on-line reúne até 256 jogadores ao mesmo tempo

De modesto, MAG não tem nada: o título, exclusivo para PlayStation 3, é o primeiro a colocar em um videogame 256 jogadores simultâneos em batalhas on-line de enormes proporções. O que justifica seu nome --MAG é a sigla, em inglês, para game de ação massiva.

A produtora, Zipper Interactive, tem experiência no assunto: é a responsável pela série Socom, uma das primeiras a utilizar a precária rede on-line do PS2, que nunca decolou. Mas agora a empresa tem a alta definição e a PlayStation Network como aliadas para viabilizar uma experiência marcante.

MAG se passa em 2025, época de intensa crise global. Faltam comida e combustível e as revoltas aumentam, levando as nações a se reunir para dividir o que restou. A situação se agrava e culmina nos conflitos que são o grande atrativo do jogo.

Há três exércitos particulares --Valor, Raven e S.V.E.R.--, e cabe ao jogador escolher um deles. Graças a um engenhoso sistema de patentes e a uma cadeia de comando, é possível formar pelotões que obedecem a um comandante. Os pelotões, por sua vez, constituem exércitos, sob a direção de um oficial em comando, que possui a visão tática da guerra.

Até um soldado tem liberdade para agir como quiser, embora ficar próximo ao líder garanta vantagens, como recarregar armas ou desarmar explosivos com mais rapidez -até a resistência a danos aumenta.

Quanto maior a patente melhores as armas à disposição, além de características como velocidade, resistência física, mira e por aí vai. Veículos podem ser utilizados, mas somente nos mapas de maior escala.

Já disponível nos EUA, onde é recomendado para pessoas a partir de 13 anos, MAG deve pintar nas prateleiras nacionais em fevereiro, por R$ 200. A boa notícia é que se trata do primeiro jogo distribuído oficialmente pela Sony no país a vir com manual em português.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Mudanças no YouTube podem prejudicar Firefox

O YouTube anunciou um player experimental em HTML 5 que usa o codec H.264 ao invés do formato baseado no Adobe Flash. O novo sistema funcina com o Chrome e o Safari, mas não com o Firefox.

É um problema crítico para a Mozilla, que pode perder mercado, uma vez que boa parte do tráfego da internet vem do YouTube.

O codec não é um formato livre de royalties. E licenciar as patentes "violaria os princípior do software livre", no qual a Mozilla se baseia.

Em um post em seu blog, o vice-presidente de engenharia da Mozilla, Mike Shaver, diz que a decisão envolve também questões financeiras: para licenciar as patentes do H.264, seriam necessários US$ 5 milhões anuais. Shaver aponta também que este tipo de cobrança faria o sucesso do Firefox internet impossível.

O blogueiro da versão online do jornal inglês Guardian, Jack Schofield, observa em um post que a web já teve que lidar com patentes antes. Os principais expemplos são os formatos GIF e MP3, que tornaram-se ubíquos.

Depois que o GIF se tornou popular, a Unisys começou a pedir valores entre US$ 5 mil a US$ 7,5 mil para donos de sites pudessem usar GIF nos seus sites.

Internautas que apoiam software livre e código aberto dizem que o YouTube poderia simplesmente usar o codec Ogg/Theora codec, que oferece qualidade comparável ao H.264. Há um abaixo-assinado online para que isso aconteça no Petition Online.

Christopher Blizzard,evangelista da Mozilla, não acredita que o H.264 será a escolha final do Google, dona do YouTube. "Eles acabaram de comprar a On2, que tem tecnologias teoricamente melhores do que o H.264. Se o Google possui estas tecnologias, estão propensos a utilizá-las".

Os vídeos na web nunca foram abertos na verdade, a exemplo dos codecs em formato RM da Real Networks, o QuickTime, da Apple, o Windows Media Video, da Microsfot, o DivC e Xvid e o Adobe Flash. Schofield acredita que nunca haverá um padrão aberto porque os donos de conteúdo incluem restrições em relação aos direitos autorais.