terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Eleição pode atrapalhar Street View em SP e RJ

O Google precisa correr muito para fotografar as ruas de São Paulo e Rio para o Street View. Com as eleições deste ano, cartazes e faixas vão se espalhar pelas duas metrópoles.

Apagar as frases escritas em letras gigantes, como “Dilma é Lula em 2010”, “Serra presidente”, “Maluf governador” ou “Cabral de novo para o bem do povo”, vai dar um baita trabalho. Além dos candidatos à presidência e aos governos estaduais, também vão sair em campanha milhares de candidatos a senador, deputado federal e deputado estadual. Todos eles vão decorar as cidades com propaganda eleitoral, que inclui santinhos jogados nas ruas e cabos eleitorais com bandeiras espalhados pelas esquinas.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu em dezembro as regras para a propaganda nas ruas em 2010. Ninguém poderá pregar cartazes em muros, postes ou árvores localizadas em vias públicas, o que já reduz bastante a poluição visual. Mas os candidatos poderão usar cavaletes, bonecos e bandeiras, desde que possam ser removidos com facilidade. Também estão autorizados a distribuir folhetos e santinhos para os eleitores. Tudo isso vai começar no dia 6 de julho.

Se os carros do Google estiverem passando pelas ruas nessa época, os políticos vão ficar muito felizes. Só que os funcionários da empresa vão ter que trabalhar duro para deletar tamanho empenho em aparecer para os eleitores. Isso pode atrasar o lançamento oficial do Street View. Fora isso, os carros terão de lidar com enchentes e trânsito caótico para conseguir terminar o serviço em pouco tempo. Será um desafio e tanto.

Google apresenta carro para imagens do Street View em SP, que começa na cidade

O Google apresentou nesta segunda-feira (4) o automóvel que capta, a partir de hoje, imagens da cidade para o projeto da empresa Street View.

O projeto já está presente em mais de 20 países, segundo o Google, e começou no Brasil há cerca de quatro meses, com captação de imagens em Belo Horizonte (MG).

No fim de 2009, imagens também começaram a ser captadas no Rio de Janeiro (RJ), mas nenhuma delas ainda foi publicada, pois estão ainda em preparação.

Em novembro, o governo suíço, conhecido pelo apreço ao sigilo, afirmou que levaria o Google aos tribunais por invasão de privacidade devido ao Street View.

A empresa admite que alguns países sentiram "desconforto" neste ponto com o projeto, mas que, ao explicar os "benefícios do projeto", fornecendo informações sobre a cidade, os problemas teriam sido contornados.

O Google tem um canal no YouTube sobre o projeto no Brasil.

Skype oferecerá serviços de vídeo em TVs da LG e Panasonic

A Skype fechou acordos com as fabricantes de eletrônicos LG Electronics e Panasonic numa tentativa de levar o seu serviço de vídeo pela internet para além dos computadores.

O serviço da Skype, que inclui chamadas grátis em vídeo entre seus usuários, concorrerá com serviços de videoconferência sendo desenvolvidos por empresas maiores como a gigante de redes Cisco Systems e Polycom, que planeja desenvolver um produto com a IBM.

A Skype disse que tanto a LG quanto a Panasonic terão televisores de alta definição com o serviço por volta do meio do ano.

Os dois fabricantes de televisores embutirão a tecnologia Skype nos modelos de televisores com conexões com a internet e venderão câmeras web separadas que tenham microfones para espectadores que queiram usar o Skype.

65 polegadas

A Skype e a Panasonic darão suporte ao serviço nos televisores de série VT e G nos Estados Unidos, com telas de até 65 polegadas. A LG vai inserir o programa da Skype em 26 novas TVs de LCD e plasma, que virão em diferentes tamanhos.

A LG e a Panasonic devem demonstrar o serviço nesta semana na Consumer Electronics Show (CES), feira anual de eletrônicos em Las Vegas.

A Skype também planeja anunciar durante o evento suporte para serviços de vídeo em alta definição em computadores, incluindo parceria com as fabricantes de webcams de alta definição faceVision e In Store Solution.

Segundo a empresa, o serviço Skype de alta definição funcionará em computadores com banda larga de aproximadamente um megabit por segundo.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O MacBook Pro está ainda mais poderoso

Lá se foi um ano desde que a Apple resolveu fazer notebooks inteiros de alumínio. E, até agora, não apareceu um concorrente à altura de sua elegância. Então o negócio foi deixar tudo como estava, pelo menos por fora, e providenciar um belo upgrade nas configurações do MacBook Pro de 13,3 polegadas. Agora o brinquedo tem processador de 2,5 GHz e memória de 4 GB, mas ainda fica devendo o drive de Blu-ray e sua bateria dura apenas 90 minutos – falhas graves para um micro de 4.899 reais.

O mais notável no MacBook Pro é que seu corpo não possui partes móveis, como trava na tampa ou botão para ligar e desligar o Wi-Fi. Além de ser lindo pra caramba, o modelo é resistente e não deixa um parafuso à vista. A tela também passa a mesma sensação de robustez, embora tenha 0,7 centímetro de espessura, medida de MacBook Air. Feita de vidro, ela não se mexeu nem um milímetro quando tentamos torcê-la.

Só não dá para entender por que a fabricante limou dessa máquina uma das melhores ideias que havia tido para a versão anterior: aqui não existe aquela tampa traseira com uma travinha encobrindo a bateria e o disco rígido. Isso era bom porque dava liberdade ao usuário que quisesse trocar algum desses componentes. Agora o laptop é completamente fechado, seguindo o velho padrão Apple.
Confortável de usar, o MacBook Pro tem como um de seus destaques o touchpad gigantesco – com 10,5 por 7,6 centímetros e sem botões. Na verdade, ele é um grande botão clicável com recursos multitoque. Para rolar a tela, por exemplo, basta manter o dedo parado em qualquer lugar do touchpad e deslizar outro dedo para cima e para baixo. Para alternar entre os programas abertos, é só deslizar a mão inteira para baixo.

O teclado segue o padrão americano, como todo produto da Apple, exigindo uma combinação de teclas para digitar acentos e cedilha, por exemplo. Pelo menos ele é confortável, com botões separados e macios. Não é a melhor opção para quem escreve bastante ao micro, mas certamente agrada a maioria dos usuários. A iluminação por baixo do teclado dá uma força para quem gosta de usar o notebook com as luzes apagadas.

Ao contrário do modelo anterior, o micro avaliado tem FireWire e vem com slot para cartão SD. O problema é que ele possui apenas duas portas USB. A rede sem fio é no padrão 802.11n, e a conexão de vídeo é aquela Mini DisplayPort, que economiza espaço e oferece maior largura de banda que uma entrada DVI. Por isso, dá para usar monitores de até 30 polegadas ligados do notebook.
A configuração do MacBook Pro está acima da média para a categoria: processador Core 2 Duo P8700, de 2,5 GHz, memória de 4 GB no padrão DDR3 de 1.066 MHz, disco rígido de 250 GB e placa de vídeo integrada GeForce 9400M, com 256 MB de memória. O conjunto ganhou nota 5,2 no Índice de Experiência do Vista, que tivemos de instalar para rodar os benchmarks. A máquina foi bem em todos os testes, mas decepcionou na duração da bateria, como todos os concorrentes com cerca de 13 polegadas e bom desempenho. Sob uso intenso, aguentou apenas 90 minutos longe da tomada.

Saiba como age o esquadrão caça-pirata da internet brasileira

Toda segunda-feira, às 10h, um grupo com meia dúzia de pessoas se encontra em uma sala do edifício Triunfo, na região da av. Paulista, para definir as metas de uma cruzada que parece estar cada vez mais longe de um desfecho vitorioso: o combate à pirataria. Com café e roscas à disposição no centro de uma mesa retangular, começa mais uma reunião da APCM (Associação Antipirataria de Cinema e Música), entidade que defende os interesses dos grandes estúdios e gravadoras junto às autoridades policiais e judiciais do país e que, por conta disso, tornou-se a maior vilã da internet brasileira desde a modelo Daniella Cicarelli, responsável por tirar do ar o YouTube em 2007.

Funcionários dos setores de comunicação, denúncias, jurídico, financeiro, operacional e segurança on-line debatem a pauta do mês sob a sabatina do diretor-executivo, Antonio Borges Filho. Os tópicos são expostos rapidamente. Em 15 minutos, tudo já foi discutido: distribuição de material de treinamento para polícia, destruição de mídias piratas, divulgação de apreensões para a imprensa, contatos com delegacias, cerco às jukebox ilegais e o fim da comunidade "Discografias", do Orkut.

"Março foi um mês bastante produtivo", avalia o analista de segurança da informação Bruno Tarelov, responsável pelo combate à pirataria on-line na entidade. Borges Filho, um delegado da Polícia Federal aposentado, 58 anos, sotaque de Juiz de Fora (MG), concorda com o subordinado. Diz estar de bom humor e arrisca uma piada: "Sabe como estão chamando a APCM agora? Associação dos Parasitas do Cinema e da Música." Todos riem.

"É bom", retoma Borges, "isso mostra que estamos fazendo nosso trabalho direito. Estamos conseguindo incomodar bastante gente". No primeiro trimestre deste ano, a APCM incomodou mais de 1 milhão de pessoas após a comunidade "Discografias", a maior do Orkut para troca de músicas, sair do ar. Em fevereiro, outros milhares se revoltaram com o fechamento de sites que distribuíam legendas de filmes e séries na rede. Em resposta, surgiram na web um abaixo-assinado (27 mil adesões), um fórum denominado "Odeio a APCM" (15 mil integrantes) e um filhote da comunidade abatida ("Discografias - O Retorno!", com cerca de 180 mil membros).

A reunião termina, as risadas continuam. O alvo agora é um protesto virtual ocorrido em 1º de abril, no qual internautas trocaram de forma simultânea as fotos de seus perfis no Orkut pelo símbolo da associação --marcado por uma tarja vermelha.

Fora da sala, cinco pôsteres enfeitam as paredes do QG da associação: NXZero, Ivete Sangalo, Cláudia Leitte e Metallica. O quinto cartaz não mostra uma banda. "SEQUESTRO - Comprando DVD pirata você financia o crime organizado", lê-se, num quadro em que um garoto loiro é arrastado pelos braços para dentro de um parque escuro.

APCM, Rota, Deic

A "Discografias" parou de funcionar em março deste ano. Sem sair do anonimato, os responsáveis pelo gerenciamento da comunidade alegaram terem sido ameaçados pela APCM --que nega ter feito "ameaças", embora confirme notificações diárias ao Google acerca do conteúdo do fórum. Em fevereiro, o órgão pediu (e conseguiu, junto a um datacenter) a exclusão dos sites Legendas.TV, legendando.com.br e insubs.com, todos responsáveis por disponibilizar traduções de seriados estrangeiros para o público brasileiro. Em abril, foi a vez do SeriesBR rodar --a página fornecia downloads de seriados.

Na semana em que a APCM derrubou os sites de legendas, no começo de fevereiro, a própria página da associação virou um flanco dessa batalha, sendo invadida ("Viva os downloads!" comemoravam os hackers na home-page) e tirada do ar logo em seguida. Três dias depois, o endereço APCM.org.br atingia 4,5 mil visitas em apenas 24 horas --a média mensal era de 2,5 mil.

Após esse episódio, a empresa destacou uma pessoa para cuidar especificamente da segurança de seu site. "Está bem mais reforçado. Com monitoramento mais constante, vai ser difícil sua derrubada", desafia Borges. Com a reclamação dos funcionários de que suas caixas de e-mail estão entupidas com recados de protesto, o órgão também planeja mudar seus domínios de correios eletrônicos, o que já aconteceu com o telefone da entidade. Mesmo sem divulgá-lo, receberam ligações enfurecidas.

Com aparato concentrado principalmente em São Paulo, mas atuação em todo território nacional, a APCM possui 30 funcionários. Entre seus agentes estão ex-policiais da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) e do Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado). Eles são responsáveis pelo serviço de inteligência, ou seja, procuram nas ruas e na web casos de violação aos direitos autorais. Ao todo, são quatro agentes em São Paulo; outros Estados têm um cada (Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Santa Catarina e Minas Gerais).

Além do trabalho de investigação, a associação recebe denúncias, ajuda a polícia nas apreensões e acompanha processos para saber se os infratores foram condenados. Dão a isso o nome de "suporte logístico".

Quando necessário, são convocados "free-lancers" para manobras braçais (jogar CDs e DVDs dentro de sacolas na hora do "rapa", por exemplo). A entidade fornece toda a infraestrutura necessária para a polícia chegar aos supostos piratas. Há, por exemplo, um galpão mantido pela entidade na Grande SP de 3.500 m² com 20 milhões de CDs e DVDs piratas. A APCM é fiel depositária de toda a muamba, deixando-a à disposição da Justiça.

A ajuda também pode ocorrer em menor escala. É famosa nos corredores da associação a história --confirmada pelo próprio diretor-executivo-- de uma delegacia que não tinha sequer tinta na impressora para produzir um Boletim de Ocorrência sobre uma violação de direitos autorais. A APCM resolveu o caso fornecendo o cartucho para a impressora da polícia.

A parte mais impopular da associação, de enfrentamento na internet, conta com seis funcionários. Além do coordenador, Bruno Tarelov, são cinco jovens (todos entre 20 e 30 anos) vindos das áreas de ciência da computação ou sistema de informações. À primeira vista (camisetas, jeans, tênis, cabelos espetados), é mais fácil supor serem moderadores da "Discografias" do que legalistas da indústria do entretenimento. Eles rastreiam links que abrigam material para download sem o devido pagamento de direitos autorais.

A busca pode ser feita de forma automatizada ou "no braço", entrando em cada blog, comunidade ou fórum dedicado a entretenimento. O programa utilizado para derrubar esses links é o Robo (assim mesmo, sem acento), produzido pela empresa dinamarquesa Kapow. Segundo seu site oficial, a companhia fornece serviço de captura de informação agregada, "tanto pública quanto privada". O software promove uma varredura, destacando o que a APCM quer encontrar (no caso, links que levem ao download de músicas e filmes). Seu verdadeiro trunfo é descobrir até mesmo os conteúdos escondidos em cyberlockers (armários virtuais como o Rapidshare, em que é possível armazenar volumes enormes de arquivos para downloads).

Saudades

"Adoro carros Mercedes, mas, quando vejo um modelo desses na rua, não posso pegar para mim. Não tenho dinheiro para comprá-lo. Agora, qual é a diferença entre pegar para si um bem material e um bem imaterial?", questiona o diretor-executivo da APCM, Antonio Borges Filho.

É esse exemplo que Dr. Borges, como é chamado pelos funcionários, escolhe para começar sua conversa no fim da visita da reportagem à APCM. Sua sala é adornada com referências policiais, como bonés do FBI (polícia federal norte-americana), da DEA (Drug Enforcement Administration, a agência antidrogas dos EUA) e do DPF (Departamento da Polícia Federal). Um isqueiro cromado, no formato de revólver, enfeita a prateleira ao lado da porta.

Ele prossegue discursando sobre sua marca de automóveis favorita. "Na verdade, já tive um Mercedes 94." Acende um cigarro. "Mas me dava muito trabalho aquele carro."

Borges participou da maior apreensão de cocaína da história da PF, realizada em junho de 1994, em Tocantins. Foram sete toneladas de coca pura. Advogado, bacharel em Ciências Contábeis, gosta de assistir a filmes policias e de suspense. "Não quero que você coloque isso [da apreensão de cocaína]. Podem achar que quero me prevalecer do fato de ter feito parte da PF, que é algo que nunca fiz."

O delegado aposentado trabalhou por duas décadas na PF. Está desde 2006 no combate à violação dos direitos autorais, quando começou a prestar serviços para a extinta Apdif (Associação Protetora dos Direitos Intelectuais Fonográficos).

Para falar sobre os temas espinhosos que cercam sua função, o diretor-executivo da APCM prefere metáforas. Critica, por exemplo, a contumaz desobediência às regras nos aeroportos, onde os passageiros desrespeitam o aviso de não ligar o celular no avião ("é como se pedissem para todos ligarem ao mesmo tempo!").

"As pessoas não têm essa conscientização de respeito às normas. Às vezes, é preciso a repressão para que a coletividade entenda que tem de respeitar", explica. Quando o assunto é o preço dos bens culturais ao consumidor final, diz que "adoraria se tudo fosse grátis". "Mas, infelizmente, não é assim que funciona."

No fim da conversa, Borges diz acreditar "na causa" da APCM. "Tenho um cunhado que, quando me mostra esses filmes aí [piratas], eu já falo: 'se você não tirar isso aí de dentro eu vou ter que apagar'", relata. Questionado sobre o que é mais difícil --trabalhar na APCM ou na PF--, abre um sorriso e responde na mesma velocidade com que um tira saca a arma do coldre: "A APCM é mais difícil." Sua voz ganha um tom nostálgico. "Tenho saudades da polícia. Tenho saudades de prender."

Britânicos estão entre "os mais feios" do mundo, diz site

Os britânicos estão entre as pessoas mais feias do mundo, segundo um site de relacionamentos que só permite o ingresso de "gente bonita".

Menos de um em cada oito homens britânicos e apenas três em cada 20 mulheres que tentaram se cadastrar no www.BeautifulPeople.com foram aceitos, dizia um comunicado do site.

Os membros do "site de namoros da elite" avaliam quão atraente são os que tentam ingressar em um período de dois dias, depois que os candidatos colocam uma foto recente e um perfil pessoal.

Os suecos foram os que ganharam mais pontos, com 65% sendo aceitos, enquanto as norueguesas são consideradas as mais bonitas, com 76% de aceitação, diz o site.

O modo como o site de relacionamentos aceita novos membros é simples. Um candidato tenta se cadastrar com uma foto e um perfil curto. Durante dois dias, os membros já aceitos do sexo oposto votam se admitiriam ou não o candidato.

As opções são: "sim, definitivamente", "Hmmm, sim, ok", "Hmmm, não, não de verdade" e "Não, definitivamente não".

O site foi fundado em 2002 na Dinamarca e se espalhou pelo mundo no mês passado. Desde então, já rejeitou cerca de 1,8 milhão de pessoas de 190 países, admitindo apenas 360 mil novos membros.

"Eu diria que os britânicos são um obstáculo porque eles não gastam muito tempo melhorando a aparência e são relaxados com a forma física", disse o diretor do Beautiful People, Greg Hodge.

"Perto das beldades brasileiras e escandinavas, as britânicas não são tão torneadas ou glamourosas".

Só os candidatos russos e os poloneses se saíram pior do que os homens britânicos, embora as mulheres russas tenham obtido 44% de aceitação. As polonesas não apareceram na contagem.

Os candidatos alemães foram criticados por mandarem fotografias não muito elogiosas, o que pode ter feito sua aceitação ficar em 15% para os homens e 13% para as mulheres.

O Sony Vaio P ganhou TV digital

Ele não é netbook, nem laptop. E para agravar a crise de identidade do Vaio P, agora o micrinho de 615 gramas da Sony ganhou TV digital. Nada de receptor USB ou antena externa – o sintonizador fica embutido. Com esse novo recurso, o modelo P730A exibe os canais da televisão aberta pelo sinal 1Seg, o padrão para telas de celular. Windows 7 instalado e disco rígido maior, agora com 80 GB, são os outros upgrades na configuração. Pelo conforto de ver a novela e o futebol, vale a pena gastar 3.999 reais?

Um dos destaques do brinquedo é a tela de 8 polegadas, com resolução de 1.600 por 768 pixels, que permite ao usuário assistir filmes em alta definição. Os vídeos ficam mesmo bonitos no display, por causa das cores vibrantes e da nitidez acima da média. Porém, a experiência com TV pode ser frustrante, pois a resolução 1Seg é de 320 por 240 pixels. O resultado são imagens de baixa qualidade, quando o tocador está maximizado. Para melhorar a situação, o software poderia ter, ao menos, função de gravador.

Totalmente diferente dos netbooks que encheram as lojas no último ano, o Vaio P é mais voltado às atividades multimídia. Vem até com fone de ouvido no pacote. É que o design minimalista não é ideal para quem busca produtividade. Até o touchpad está fora da jogada, em nome da beleza. As medidas ultra widescreen (com 24,5 centímetros de largura e 2 centímetros de espessura) dificultam coisas simples, como navegar na web e usar um editor de textos. É preciso ter visão de lince para rolar a página várias vezes.
Pode inventar o nome que você quiser para a categoria criada pela Sony (afinal, o fresco PocketStyle PC não deve pegar, né?). O fato é que o pequeno computador é direcionado a quem não está satisfeito com um smartphone na hora de digitar e-mails e adiantar alguma coisa para o trabalho quando estiver na rua. Para tarefas rápidas, ele é uma mão na roda, principalmente porque seu teclado é razoável, proporcionando um certo conforto.

Para conseguir encaixar teclas de um tamanho decente nessa base, a Sony não fez nenhum milagre. Simplesmente abdicou do touchpad, colocando um trackpoint em seu lugar. Você provavelmente odeia essa bolinha, mas ela é bem sensível, melhor que a usada naqueles notebooks corporativos. No fim das contas, o touch faz falta, mas pilotar a máquina com certa agilidade é questão de costume.

No mais, não há muitas coisas para reclamar nesse quesito, a não ser da proximidade entre os botões do cursor e a barra de espaço. Ao bater na barra com o polegar, quando você está escrevendo alguma coisa rapidamente, é comum esbarrar nos comandos errados. Ah, e tem a velha chatice dos notebooks da Sony: para digitar caracteres como barra e ponto de interrogação, é necessário usar uma combinação de teclas.
Alguns recursos inovadores facilitam a vida na hora do aperto. Uma coisa difícil de comandar quando você não tem um touchpad é a disposição das janelas. E a Sony resolveu isso de uma forma inteligente – colocou um botão de organização rápida, para montar um mosaico aleatório com os programas abertos. Exagerando muito, dá até para trabalhar com três páginas ao mesmo tempo.

Também existe uma ferramenta para abrir aplicativos rapidamente, quando o micro estiver desligado. Em cerca de 20 segundos, sem carregar o Windows, você abre um sistema operacional simplificado, com aplicações como player de músicas e vídeos, mensageiro instantâneo e navegador. Tudo isso numa interface simples e bonita, lembrando a do Media Center. O programa funciona com lentidão, mas quebra o galho.

Como o Vaio P saltou do Windows Vista para o Windows 7 Home Basic, esperávamos que houvesse um ganho de performance em relação à versão anterior. Mas, infelizmente, o micrinho continua rodando todo tipo de software com lerdeza, algo injustificável para uma máquina vendida por 3.999 reais. Abrir um simples editor de texto é uma tarefa que pode te deixar nervoso. Veja os testes de desempenho na próxima página.
A Sony poderia ter caprichado na configuração com o mesmo empenho mostrado na hora de criar o design do netbook. O Vaio P é mais fraco que um minilaptop comum, principalmente por causa do processador Intel Atom Z530, de 1,3 GHz. O disco rígido é de apenas 80 GB, e o único componente que merece destaque é a memória RAM de 2 GB. Seu Índice de Experiência no Windows 7 é de apenas 1,3 ponto.

Nos testes com benchmarks, os resultados também foram ruins. No PCMark05, a máquina atingiu 631 pontos. Já no 3DMark05, que avalia o desempenho do conjunto com gráficos em 3D, a pontuação foi 110, ficando 50% abaixo da média. Outro resultado problemático veio no teste de bateria. O PC aguentou apenas 118 minutos durante uso intenso. Pior: demorou mais de três horas para carregar completamente.

No quesito conectividade, também não há nada além do esperado. O Vaio P possui Bluetooth, wireless no padrão 802.11n e duas portas USB. Outra coisa legal é a câmera com Motion Eye (daquelas que acompanham o seu olhar). Mas várias coisas ficam faltando, como GPS e suporte a chips 3G, recursos presentes nas séries mais avançadas desse micrinho disponíveis no exterior.