segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Saiba como age o esquadrão caça-pirata da internet brasileira

Toda segunda-feira, às 10h, um grupo com meia dúzia de pessoas se encontra em uma sala do edifício Triunfo, na região da av. Paulista, para definir as metas de uma cruzada que parece estar cada vez mais longe de um desfecho vitorioso: o combate à pirataria. Com café e roscas à disposição no centro de uma mesa retangular, começa mais uma reunião da APCM (Associação Antipirataria de Cinema e Música), entidade que defende os interesses dos grandes estúdios e gravadoras junto às autoridades policiais e judiciais do país e que, por conta disso, tornou-se a maior vilã da internet brasileira desde a modelo Daniella Cicarelli, responsável por tirar do ar o YouTube em 2007.

Funcionários dos setores de comunicação, denúncias, jurídico, financeiro, operacional e segurança on-line debatem a pauta do mês sob a sabatina do diretor-executivo, Antonio Borges Filho. Os tópicos são expostos rapidamente. Em 15 minutos, tudo já foi discutido: distribuição de material de treinamento para polícia, destruição de mídias piratas, divulgação de apreensões para a imprensa, contatos com delegacias, cerco às jukebox ilegais e o fim da comunidade "Discografias", do Orkut.

"Março foi um mês bastante produtivo", avalia o analista de segurança da informação Bruno Tarelov, responsável pelo combate à pirataria on-line na entidade. Borges Filho, um delegado da Polícia Federal aposentado, 58 anos, sotaque de Juiz de Fora (MG), concorda com o subordinado. Diz estar de bom humor e arrisca uma piada: "Sabe como estão chamando a APCM agora? Associação dos Parasitas do Cinema e da Música." Todos riem.

"É bom", retoma Borges, "isso mostra que estamos fazendo nosso trabalho direito. Estamos conseguindo incomodar bastante gente". No primeiro trimestre deste ano, a APCM incomodou mais de 1 milhão de pessoas após a comunidade "Discografias", a maior do Orkut para troca de músicas, sair do ar. Em fevereiro, outros milhares se revoltaram com o fechamento de sites que distribuíam legendas de filmes e séries na rede. Em resposta, surgiram na web um abaixo-assinado (27 mil adesões), um fórum denominado "Odeio a APCM" (15 mil integrantes) e um filhote da comunidade abatida ("Discografias - O Retorno!", com cerca de 180 mil membros).

A reunião termina, as risadas continuam. O alvo agora é um protesto virtual ocorrido em 1º de abril, no qual internautas trocaram de forma simultânea as fotos de seus perfis no Orkut pelo símbolo da associação --marcado por uma tarja vermelha.

Fora da sala, cinco pôsteres enfeitam as paredes do QG da associação: NXZero, Ivete Sangalo, Cláudia Leitte e Metallica. O quinto cartaz não mostra uma banda. "SEQUESTRO - Comprando DVD pirata você financia o crime organizado", lê-se, num quadro em que um garoto loiro é arrastado pelos braços para dentro de um parque escuro.

APCM, Rota, Deic

A "Discografias" parou de funcionar em março deste ano. Sem sair do anonimato, os responsáveis pelo gerenciamento da comunidade alegaram terem sido ameaçados pela APCM --que nega ter feito "ameaças", embora confirme notificações diárias ao Google acerca do conteúdo do fórum. Em fevereiro, o órgão pediu (e conseguiu, junto a um datacenter) a exclusão dos sites Legendas.TV, legendando.com.br e insubs.com, todos responsáveis por disponibilizar traduções de seriados estrangeiros para o público brasileiro. Em abril, foi a vez do SeriesBR rodar --a página fornecia downloads de seriados.

Na semana em que a APCM derrubou os sites de legendas, no começo de fevereiro, a própria página da associação virou um flanco dessa batalha, sendo invadida ("Viva os downloads!" comemoravam os hackers na home-page) e tirada do ar logo em seguida. Três dias depois, o endereço APCM.org.br atingia 4,5 mil visitas em apenas 24 horas --a média mensal era de 2,5 mil.

Após esse episódio, a empresa destacou uma pessoa para cuidar especificamente da segurança de seu site. "Está bem mais reforçado. Com monitoramento mais constante, vai ser difícil sua derrubada", desafia Borges. Com a reclamação dos funcionários de que suas caixas de e-mail estão entupidas com recados de protesto, o órgão também planeja mudar seus domínios de correios eletrônicos, o que já aconteceu com o telefone da entidade. Mesmo sem divulgá-lo, receberam ligações enfurecidas.

Com aparato concentrado principalmente em São Paulo, mas atuação em todo território nacional, a APCM possui 30 funcionários. Entre seus agentes estão ex-policiais da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) e do Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado). Eles são responsáveis pelo serviço de inteligência, ou seja, procuram nas ruas e na web casos de violação aos direitos autorais. Ao todo, são quatro agentes em São Paulo; outros Estados têm um cada (Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Santa Catarina e Minas Gerais).

Além do trabalho de investigação, a associação recebe denúncias, ajuda a polícia nas apreensões e acompanha processos para saber se os infratores foram condenados. Dão a isso o nome de "suporte logístico".

Quando necessário, são convocados "free-lancers" para manobras braçais (jogar CDs e DVDs dentro de sacolas na hora do "rapa", por exemplo). A entidade fornece toda a infraestrutura necessária para a polícia chegar aos supostos piratas. Há, por exemplo, um galpão mantido pela entidade na Grande SP de 3.500 m² com 20 milhões de CDs e DVDs piratas. A APCM é fiel depositária de toda a muamba, deixando-a à disposição da Justiça.

A ajuda também pode ocorrer em menor escala. É famosa nos corredores da associação a história --confirmada pelo próprio diretor-executivo-- de uma delegacia que não tinha sequer tinta na impressora para produzir um Boletim de Ocorrência sobre uma violação de direitos autorais. A APCM resolveu o caso fornecendo o cartucho para a impressora da polícia.

A parte mais impopular da associação, de enfrentamento na internet, conta com seis funcionários. Além do coordenador, Bruno Tarelov, são cinco jovens (todos entre 20 e 30 anos) vindos das áreas de ciência da computação ou sistema de informações. À primeira vista (camisetas, jeans, tênis, cabelos espetados), é mais fácil supor serem moderadores da "Discografias" do que legalistas da indústria do entretenimento. Eles rastreiam links que abrigam material para download sem o devido pagamento de direitos autorais.

A busca pode ser feita de forma automatizada ou "no braço", entrando em cada blog, comunidade ou fórum dedicado a entretenimento. O programa utilizado para derrubar esses links é o Robo (assim mesmo, sem acento), produzido pela empresa dinamarquesa Kapow. Segundo seu site oficial, a companhia fornece serviço de captura de informação agregada, "tanto pública quanto privada". O software promove uma varredura, destacando o que a APCM quer encontrar (no caso, links que levem ao download de músicas e filmes). Seu verdadeiro trunfo é descobrir até mesmo os conteúdos escondidos em cyberlockers (armários virtuais como o Rapidshare, em que é possível armazenar volumes enormes de arquivos para downloads).

Saudades

"Adoro carros Mercedes, mas, quando vejo um modelo desses na rua, não posso pegar para mim. Não tenho dinheiro para comprá-lo. Agora, qual é a diferença entre pegar para si um bem material e um bem imaterial?", questiona o diretor-executivo da APCM, Antonio Borges Filho.

É esse exemplo que Dr. Borges, como é chamado pelos funcionários, escolhe para começar sua conversa no fim da visita da reportagem à APCM. Sua sala é adornada com referências policiais, como bonés do FBI (polícia federal norte-americana), da DEA (Drug Enforcement Administration, a agência antidrogas dos EUA) e do DPF (Departamento da Polícia Federal). Um isqueiro cromado, no formato de revólver, enfeita a prateleira ao lado da porta.

Ele prossegue discursando sobre sua marca de automóveis favorita. "Na verdade, já tive um Mercedes 94." Acende um cigarro. "Mas me dava muito trabalho aquele carro."

Borges participou da maior apreensão de cocaína da história da PF, realizada em junho de 1994, em Tocantins. Foram sete toneladas de coca pura. Advogado, bacharel em Ciências Contábeis, gosta de assistir a filmes policias e de suspense. "Não quero que você coloque isso [da apreensão de cocaína]. Podem achar que quero me prevalecer do fato de ter feito parte da PF, que é algo que nunca fiz."

O delegado aposentado trabalhou por duas décadas na PF. Está desde 2006 no combate à violação dos direitos autorais, quando começou a prestar serviços para a extinta Apdif (Associação Protetora dos Direitos Intelectuais Fonográficos).

Para falar sobre os temas espinhosos que cercam sua função, o diretor-executivo da APCM prefere metáforas. Critica, por exemplo, a contumaz desobediência às regras nos aeroportos, onde os passageiros desrespeitam o aviso de não ligar o celular no avião ("é como se pedissem para todos ligarem ao mesmo tempo!").

"As pessoas não têm essa conscientização de respeito às normas. Às vezes, é preciso a repressão para que a coletividade entenda que tem de respeitar", explica. Quando o assunto é o preço dos bens culturais ao consumidor final, diz que "adoraria se tudo fosse grátis". "Mas, infelizmente, não é assim que funciona."

No fim da conversa, Borges diz acreditar "na causa" da APCM. "Tenho um cunhado que, quando me mostra esses filmes aí [piratas], eu já falo: 'se você não tirar isso aí de dentro eu vou ter que apagar'", relata. Questionado sobre o que é mais difícil --trabalhar na APCM ou na PF--, abre um sorriso e responde na mesma velocidade com que um tira saca a arma do coldre: "A APCM é mais difícil." Sua voz ganha um tom nostálgico. "Tenho saudades da polícia. Tenho saudades de prender."

Britânicos estão entre "os mais feios" do mundo, diz site

Os britânicos estão entre as pessoas mais feias do mundo, segundo um site de relacionamentos que só permite o ingresso de "gente bonita".

Menos de um em cada oito homens britânicos e apenas três em cada 20 mulheres que tentaram se cadastrar no www.BeautifulPeople.com foram aceitos, dizia um comunicado do site.

Os membros do "site de namoros da elite" avaliam quão atraente são os que tentam ingressar em um período de dois dias, depois que os candidatos colocam uma foto recente e um perfil pessoal.

Os suecos foram os que ganharam mais pontos, com 65% sendo aceitos, enquanto as norueguesas são consideradas as mais bonitas, com 76% de aceitação, diz o site.

O modo como o site de relacionamentos aceita novos membros é simples. Um candidato tenta se cadastrar com uma foto e um perfil curto. Durante dois dias, os membros já aceitos do sexo oposto votam se admitiriam ou não o candidato.

As opções são: "sim, definitivamente", "Hmmm, sim, ok", "Hmmm, não, não de verdade" e "Não, definitivamente não".

O site foi fundado em 2002 na Dinamarca e se espalhou pelo mundo no mês passado. Desde então, já rejeitou cerca de 1,8 milhão de pessoas de 190 países, admitindo apenas 360 mil novos membros.

"Eu diria que os britânicos são um obstáculo porque eles não gastam muito tempo melhorando a aparência e são relaxados com a forma física", disse o diretor do Beautiful People, Greg Hodge.

"Perto das beldades brasileiras e escandinavas, as britânicas não são tão torneadas ou glamourosas".

Só os candidatos russos e os poloneses se saíram pior do que os homens britânicos, embora as mulheres russas tenham obtido 44% de aceitação. As polonesas não apareceram na contagem.

Os candidatos alemães foram criticados por mandarem fotografias não muito elogiosas, o que pode ter feito sua aceitação ficar em 15% para os homens e 13% para as mulheres.

O Sony Vaio P ganhou TV digital

Ele não é netbook, nem laptop. E para agravar a crise de identidade do Vaio P, agora o micrinho de 615 gramas da Sony ganhou TV digital. Nada de receptor USB ou antena externa – o sintonizador fica embutido. Com esse novo recurso, o modelo P730A exibe os canais da televisão aberta pelo sinal 1Seg, o padrão para telas de celular. Windows 7 instalado e disco rígido maior, agora com 80 GB, são os outros upgrades na configuração. Pelo conforto de ver a novela e o futebol, vale a pena gastar 3.999 reais?

Um dos destaques do brinquedo é a tela de 8 polegadas, com resolução de 1.600 por 768 pixels, que permite ao usuário assistir filmes em alta definição. Os vídeos ficam mesmo bonitos no display, por causa das cores vibrantes e da nitidez acima da média. Porém, a experiência com TV pode ser frustrante, pois a resolução 1Seg é de 320 por 240 pixels. O resultado são imagens de baixa qualidade, quando o tocador está maximizado. Para melhorar a situação, o software poderia ter, ao menos, função de gravador.

Totalmente diferente dos netbooks que encheram as lojas no último ano, o Vaio P é mais voltado às atividades multimídia. Vem até com fone de ouvido no pacote. É que o design minimalista não é ideal para quem busca produtividade. Até o touchpad está fora da jogada, em nome da beleza. As medidas ultra widescreen (com 24,5 centímetros de largura e 2 centímetros de espessura) dificultam coisas simples, como navegar na web e usar um editor de textos. É preciso ter visão de lince para rolar a página várias vezes.
Pode inventar o nome que você quiser para a categoria criada pela Sony (afinal, o fresco PocketStyle PC não deve pegar, né?). O fato é que o pequeno computador é direcionado a quem não está satisfeito com um smartphone na hora de digitar e-mails e adiantar alguma coisa para o trabalho quando estiver na rua. Para tarefas rápidas, ele é uma mão na roda, principalmente porque seu teclado é razoável, proporcionando um certo conforto.

Para conseguir encaixar teclas de um tamanho decente nessa base, a Sony não fez nenhum milagre. Simplesmente abdicou do touchpad, colocando um trackpoint em seu lugar. Você provavelmente odeia essa bolinha, mas ela é bem sensível, melhor que a usada naqueles notebooks corporativos. No fim das contas, o touch faz falta, mas pilotar a máquina com certa agilidade é questão de costume.

No mais, não há muitas coisas para reclamar nesse quesito, a não ser da proximidade entre os botões do cursor e a barra de espaço. Ao bater na barra com o polegar, quando você está escrevendo alguma coisa rapidamente, é comum esbarrar nos comandos errados. Ah, e tem a velha chatice dos notebooks da Sony: para digitar caracteres como barra e ponto de interrogação, é necessário usar uma combinação de teclas.
Alguns recursos inovadores facilitam a vida na hora do aperto. Uma coisa difícil de comandar quando você não tem um touchpad é a disposição das janelas. E a Sony resolveu isso de uma forma inteligente – colocou um botão de organização rápida, para montar um mosaico aleatório com os programas abertos. Exagerando muito, dá até para trabalhar com três páginas ao mesmo tempo.

Também existe uma ferramenta para abrir aplicativos rapidamente, quando o micro estiver desligado. Em cerca de 20 segundos, sem carregar o Windows, você abre um sistema operacional simplificado, com aplicações como player de músicas e vídeos, mensageiro instantâneo e navegador. Tudo isso numa interface simples e bonita, lembrando a do Media Center. O programa funciona com lentidão, mas quebra o galho.

Como o Vaio P saltou do Windows Vista para o Windows 7 Home Basic, esperávamos que houvesse um ganho de performance em relação à versão anterior. Mas, infelizmente, o micrinho continua rodando todo tipo de software com lerdeza, algo injustificável para uma máquina vendida por 3.999 reais. Abrir um simples editor de texto é uma tarefa que pode te deixar nervoso. Veja os testes de desempenho na próxima página.
A Sony poderia ter caprichado na configuração com o mesmo empenho mostrado na hora de criar o design do netbook. O Vaio P é mais fraco que um minilaptop comum, principalmente por causa do processador Intel Atom Z530, de 1,3 GHz. O disco rígido é de apenas 80 GB, e o único componente que merece destaque é a memória RAM de 2 GB. Seu Índice de Experiência no Windows 7 é de apenas 1,3 ponto.

Nos testes com benchmarks, os resultados também foram ruins. No PCMark05, a máquina atingiu 631 pontos. Já no 3DMark05, que avalia o desempenho do conjunto com gráficos em 3D, a pontuação foi 110, ficando 50% abaixo da média. Outro resultado problemático veio no teste de bateria. O PC aguentou apenas 118 minutos durante uso intenso. Pior: demorou mais de três horas para carregar completamente.

No quesito conectividade, também não há nada além do esperado. O Vaio P possui Bluetooth, wireless no padrão 802.11n e duas portas USB. Outra coisa legal é a câmera com Motion Eye (daquelas que acompanham o seu olhar). Mas várias coisas ficam faltando, como GPS e suporte a chips 3G, recursos presentes nas séries mais avançadas desse micrinho disponíveis no exterior.

Rede social de "pessoas bonitas" expulsa 5.000 por engordar no fim de ano

O site de rede social BeautifulPeople.com ("Pessoas Bonitas", em tradução livre) expulsou 5.000 usuários porque outros membros assinalaram que eles ficaram "muito gordos" durante as festas de Natal e Ano Novo, divulgou nesta segunda-feira (4) o site TechCrunch.

A rede social, que se orgulha de não deixar pessoas "feias" entrarem no site, alega que estes usuários publicaram fotos deles durante as celebrações que revelavam seu descuido.

A empresa responsável pelo site ainda afirma que "membros vigilantes [...] exigiram ação".

A maioria dos usuários banidos desta forma são dos Estados Unidos (1.520), Reino Unido (832) e Canadá (533).

O TechCrunch considera que o BeautifulPeople busca chamar atenção com a medida polêmica.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

HP mostra novo tudo em um

Dentro dos lançamentos da HP, mais um computador tudo em um mostrou sua cara. E a linha MS 200 segue o caminho oposto do HP TouchSmart, tendo configuração mais simples e, possivelmente, preço mais acessível.

O computador tem duas versões: o MS213 e o MS214. Ambos têm em comum o processador AMD Athlon X2 3250e, de 1,5 GHz. Os dois também conta com uma placa de vídeo ATI Radeon HD 3200 de 256 MB dedicada. Nos outros números, o MS214 tem 2 GB de memória RAM e 320 GB de espaço interno, enquanto o MS213 leva 4 GB de memória RAM e HD de 500 GB.
A tela dos modelos tem 18,5 polegadas, seis entradas USB e na parte de conectividade, Wi-Fi no padrão b/g. Como eles chegam até o final do ano, já embarcarão o iminente Windows 7. O preço não foi confirmado pela HP, mas imaginamos que por causa da ausência de alguns recursos, ele saia mais barato que o TouchSmart.

Celular do Google custará US$ 530 desbloqueado, diz blog

Documentos que vazaram e foram obtidos pelo blog especializado em tecnologia GizModo confirmam que seu nome será Nexus One e revelam que o Google vai vendê-lo por US$ 530, no modo desbloqueado e sem subsídios.

Outra opção seria a venda por US$ 180 e contrato obrigatório de 2 anos. Neste caso, a única opção de plano seria de US$ 80.

Será possível comprar no máximo cinco celulares por conta Google, diz o documento.

O texto também menciona a possibilidade de envio do aparelho para fora dos Estados Unidos.

Outra informação disponível é que o aparelho será vendido pelo site google.com/phone, por enquanto fora do ar.

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Nokia 5530 é touch básico, mas nem tanto

A nova geração touchscreen da Nokia chegou aos celulares básicos com o 5530 XpressMusic. E o aparelho vai além daqueles concorrentes divertidos com tela sensível ao toque, mas quase sem recursos. Ele manda bem como substituto de iPod, tem o melhor reconhecimento de escrita que já vimos e pode se conectar à internet por Wi-Fi. Só decepciona porque o touchscreen resistivo de 2,9 polegadas não é aquela maravilha para deslizar com o dedo e por ficar devendo 3G e GPS. Seu preço está na média: 799 reais.

Como já dissemos em vários reviews de aparelhos com Symbian, está claro que o sistema operacional precisa de uma recauchutada, pois não parece ter sido desenvolvido especialmente para comandar sem botões. Mas aqui o programa funciona bem. A tela inicial mostra, na barra superior, até 20 contatos com fotos. No centro, ficam as atualizações do e-mail e um player de música. Na parte de baixo, existem quatro atalhos personalizáveis para aplicações, que dão acesso rápido às ferramentas mais utilizadas.

O problema é que nenhum desses widgets é realmente prático, por causa da programação em camadas do Symbian. Para trocar os atalhos, por exemplo, é necessário entrar em Menu > Configurações > Pessoal > Tela inicial > Atalhos. Em seu concorrente Samsung Star, basta arrastar o aplicativo desejado de uma barra lateral para a tela inicial. No entanto, a coisa mais irritante é a necessidade de clicar duas vezes nos links das listas – uma para selecionar e outra para abrir o item desejado. E tudo isso no velho esquema com barras de rolagem, seguindo o estilo do Windows Mobile.

Existem ainda outros recursos interessantes, mas chatos de configurar. Para integrar um contato ao Twitter, por exemplo, é preciso digitar o longo endereço do RSS correspondente na página de configuração da pessoa cadastrada. Imagine o trabalho que daria fazer isso com toda a sua lista de amigos. Detalhe: nesse caso, especificamente, o teclado completo não aparece, obrigando o usuário a escrever por um teclado numérico. Em quase todos os outros aplicativos, como e-mail e navegador, um QWERTY fica disponível quando o aparelho está na horizontal.
O único botão indispensável para navegar pelas funções do 5530 XpressMusic é um sensível ao toque, localizado abaixo da tela, que te leva ao menu principal. Existe também um acima da tela para abrir atalhos de aplicativos de música, vídeo e internet. A tão falada interface háptica é uma frescurinha legal. Ao receber um clique, a tela afunda levemente, passando a impressão de que você realmente está tocando num botão. Além disso, o aparelho dá uma vibrada a cada comando.

Mesmo sendo touchscreen e com design bonitinho, não dá para elogiar o design, por causa do acabamento frágil. Sua tampa sai com muita facilidade, às vezes até quando retiramos a caneta do compartimento especial. Pode ser uma questão subjetiva, mas os concorrentes Samsung Star e LG Cookie aparentam ser mais robustos e bonitos.

Assim como o Nokia 5800, seu irmão maior, o modelo tem um slot na lateral, protegido por uma tampa, para o cartão de memória de 4 GB e para o SIM Card. Tinha tudo para facilitar a sua vida, mas só dificulta: para tirar o microSD, é preciso recorrer ao método de pressioná-lo com uma tampa de caneta. Quanto ao chip, é pior ainda. É necessário remover a tampa e a bateria, depois usar a stylus ou qualquer outro objeto fino para empurrá-lo. O acesso à conexão microUSB também não é dos mais fáceis.
Como o nome já entrega, o 5530 XpressMusic manda bem quando o assunto é... música. Mas não traz novidades significativas. Seu player é bem parecido com o dos modelos antigos da Nokia, que mostram a capa do disco somente quando ele está tocando. A escolha das canções é por meio de listas simples. Fora isso, tem um equalizador simples e suporte a rádio FM. Ponto para os alto-falantes com qualidade acima da média para um celular. No mais, vem com um disco da banda Little Joy na memória.

Se o teclado dá mancada em algumas situações, uma boa opção é o reconhecimento de escrita do celular. Ele permite que você desenhe um caractere por cima do outro, agilizando a digitação, inclusive de palavras com acentos. Outras ferramentas que serviriam para deixar o celular mais produtivo, como o navegador e o sistema de e-mails, não são das mais práticas.

Embora a interface tenha os problemas já citados, nossa maior decepção em relação ao aparelho foi com a duração da bateria. Nos testes realizados pelo INFOLAB, ela manteve o celular ligado por apenas 262 minutos, enquanto alguns concorrentes bateram os 500 minutos. Veja o gráfico comparativo abaixo:

Duração da bateria (em minutos)
Barras maiores indicam melhor desempenho em chamadas

Samsung Corby
515

Samsung Star
504

LG Scarlet Phone KB775f
330

Nokia XpressMusic 5530
262




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>> Confira os testes completos dos concorrentes citados:

- LG Scarlet Phone KB775f
- Samsung Corby
- Samsung Star